08 Novembro 2009

mália, drugada de alfama

Assim que me vi livre do vírus que me fez permanecer num estado de ora-tenho-febre-ora-não-tenho que me arruinou uma semana, acorri a fazer uma vontade à minha mãe. Não foi para recompensá-la dos cuidados de enfermagem que me prestou que nos deslocámos a dois locais distintos onde decorrem as manifestações de homenagem a Amália. A exposição na Central-Tejo nada acrescentou àquilo que se viu no CCB, embora no meu ponto de vista qualquer exposição seja valorizada pela excelência do próprio espaço.
A diversidade de obras e suportes mostrados tiram qualquer sombra de fastio - música, discos, cartazes, roupas, jóias, fotografias, filmes... Já a organização dos pontos de audição da música deixa muito a desejar - quatro colunas colocadas a meio metro de distância numa mesma parede provocam uma tal poluição sonora que torna qualquer uma inaudível.
Os corações de Joana Vasconcelos são a única coisa que vale a pena ver na secção "Amália sob o olhar dos artistas de hoje". Quanto ao resto... que dizer daqueles olhares? Serão vesgos?

07 Novembro 2009

05 Novembro 2009

oje tropecei neste cartaz magnífico

30 Outubro 2009

m sinal positivo, ou

quando a minha opinião é alterada por obra da publicidade feita à volta de uma boa acção: sempre os achei uns chatos, mas agora que vão plantar uma árvore por cada bilhete vendido, confesso que comecei a simpatizar com os Blasted Mechanism.

27 Outubro 2009

eitura romanesca

24 Outubro 2009

Sair para ouvir um barulho que não existe. Levantar cedo para ir a um notário que está fechado. Vacinar um cão que não pode ser vacinado. Administrar uma plataforma resistente... Eu resisto.

ilent noise

Era quase meia noite; preparava-me para me deitar com o meu livro quando soou o alarme. Dona Teresa precisava de mim e chamava-me via sms. Uma vez, aguardei, duas vezes. Dizia que só eu a podia ajudar, que precisava que eu lhe dispensasse meia hora no silêncio da noite; que tinha problemas de energia.
Muita coisa que passou pela cabeça naqueles minutos que antecederam a minha resposta; estava com insónias e queria que eu a distraísse? Estava com energia a mais e precisava de sair para a rua? Estava às escuras na casa nova? Que energia era aquela? Devia levar lanterna? Pilhas? Velas? Não me sentido totalmente à vontade, anui. Apressei-me a vestir para sair e em breves minutos, tocava a minha campainha. Trajava um enorme casaco abotoado que deixava a descoberto umas longas pernas que terminavam numas havaianas amarelas.
- Amiga, tem de vir comigo a minha casa. Preciso de saber se o barulho que eu oiço é energia ou é da minha cabeça.
Percebi - decididamente, era realmente energia em excesso... Faltava saber a origem.
A casa estava às escuras e tudo dormia. As luzes do tecto falso desataram num zzzzzzzz suave que para ela era um barulho enorme. Entrámos, desviando-nos dos móveis que eu já conhecera na casa onde moro. Levou-me para o quarto e pediu para me deitar, apagando a luz. Deixou-me sozinha para ouvir, como se fosse ela: um silêncio absoluto interrompido por um motor de mota e um leve arrastar de cadeira no andar de cima. Não, o problema era na cabeça dela.
Ficou alíviada, disse. Afinal já não tinha de mudar de casa de novo, como vem fazendo sucessivamente há seis anos. Compreendi finalmente porque me vendera a casa.
Dona Teresa tinha ainda outro problema: uma conta de correio electrónico que caducara e outra cuja palavra-chave não era aceite. Aproveitei o portátil à mão e reactivei-lhe as contas.
Não me custou, como poderá parecer. E acredito que fiz qualquer coisa por ela nessa meia hora que se transformou em hora e meia.

19 Outubro 2009

hora da horta

Atravesso diversas fases de cultivo - cultivo arduamente o interesse dos nossos alunos pelos meus interesses, cultivo o gosto pela leitura, pelas artes, pela tecnologia, cultivo bons gosto (seja lá o que isso possa ser), cultivo-me também o prazer de fazer coisas de que gosto. Cultivo terreno para obter boas colheitas; fico-me pelas virtuais mas há quem se esteja a dedicar à verdadeira agricultura e eu aplaudo isso. Como se diz no outro sítio, eu gosto disto.
Nessa tal horta virtual, gosto dos gráficos, que, apesar de um certo cariz pueril, representam a vida na quinta com bastante fidelidade. A hortaliça com mais rigor que os animais. As abóboras melhor que os ananases. Lamento que os gráficos não possam ser apreciados com mais pormenor. Lamento não poder usá-los para mostrar aos meus alunos modos de representar aquilo que casualmente os levei a desenhar - precisamente hortaliças.
Nesta encruzilhada de coincidências hortísticas, há uma falta fatal! Nem Farmville, nem aula de desenho, têm nada que substitua o cheiro. O cheiro da terra, o cheiro do estrume da vaca, o cheiro das couves e das frutas.
Mas já agora, que atravesso uma fase em que me é permitido o uso da total capacidade do nariz, descobri o aroma da Lantana, planta abusadora que cresce em todo o lado mas que só se deixa cheirar eficazmente quando é podada. Descobri esse cheiro enquanto os meus cães produziam um outro a dois passos...
Lamento não poder partilhá-lo.

18 Outubro 2009

èja vu

Mais estranho que ter um, é ter um déjà vu de um outro déjà vu. Ou meto isto nos relatos de uma velhice precoce?

17 Outubro 2009

iano stairs



Pagam 2500 euros para ter ideias destas.

12 Outubro 2009

irem-me daqui!



Era já tarde quando acordei para o problema - à custa de o adiar, tenho agora que fazer de conta que não pedi alteração de morada no cartão de cidadão. Recuso o número 50 do talão que me calhou quando ainda vai no 10. Um dia de espera pela frente, desisto.
Bato a outra porta - na junta de freguesia têm um leitor de cartões mas não sabem que podem facilitar a vida das pessoas pondo-o a uso. Discuto, argumento, sem sucesso. Eu sei que não sou persuasiva, paciência. Tenho um dia para registar a nova morada ou terei de repetir o processo.

Para quem um dia precisar, aqui fica a mais preciosa dica: não vão para filas, façam o agendamento e preparem-se para ouvir os mais injustos insultos de quem ali passa o dia e vê um cidadão chegar e passar-lhe à fente. Mas não há disto para uma simples alteração de morada...


Adenda: Não foi preciso mais do que tentar uma outra junta de uma outra freguesia. Gente mais solícita e simpática que me franqueou a porta do gabinete para instalar uma drive preguiçosa. Que até me agradeceu por ter ajudado a resolver um problema. Além do mais, já estou como manda a lei.

10 Outubro 2009

ã do satu, fã do comboio

04 Outubro 2009

elax

30 Setembro 2009

elatos duma velhice antecipada

Os nervos em franja têm consequências preocupantes. Hoje perdi a cabeça com uma reunião inútil e inventei um compromisso para a abandonar; não consegui reinstalar uma base de dados num computador da biblioteca e não percebi por que não; berrei ferozmente em pleno polivalente com um aluno que fora mal-educado com um colega meu, na minha presença. E revi-me nas atitudes duma velhinha temerária de doenças cardíacas, ao almoço, nervosamente à procura dum comprimido numa mala cheia de tralhas que se revelaram inúteis. Esses objectos eram uma chave de parafusos pesadíssima (que me faz falta para montar pcs), uma faca de cozinha e tábua de silicone (para cortar as hortaliças que os meus alunos não tiveram tempo de desenhar). Os comprimidos eram os "everfit cardio", que eu de manhã teimosamente chamara de cardio-fitness, esquecendo que isso é apenas uma prática desportiva de ginásio.
Ontem, uma amiga sacou da mala duas séries de "Desperate Housekeepers". Não há disso para professores?

27 Setembro 2009

etratos

De nenúfar em nenúfar descobri este artista; gostei tanto que me apetece mostrar a toda a gente (sabendo eu que "gente", no presente contexto, significa, uma ou duas pessoas).
Não é fantástico? E podem ver mais, aqui.







25 Setembro 2009

magia

O sítio onde habitualmente o meu animal de oito patas se recreia serve igualmente diversos pares de cães e donos, curiosamente cada um na sua vez, como se já conhecêssemos os horário de cada um. O espaço tem diversas funções - aprendizes iniciais de condução automóvel que considero particularmente perigosos quando vejo chegar casais de meia idade aos berros; há ainda outros aprendizes, muito mais pequenos, de bibicleta, devida e profusamente equipados e que passam mais tempo no chão do que montados mas que vêm apenas ao fim-de-semana.
O que é mais estranho são os conjuntos que por vezes aparecem pela manhã: velas acesas ou já derretidas encostadas a palmeiras, com cocos partidos em partes iguais; pedras queimadas em círculo; ou aparatos como o da foto - cinco rosas vermelhas voltadas para o mesmo lado, uma vela a arder e uma garrafa de cachaça.
Passados dois dias, a garrafa desapareceu e tenho para mim que não foi truque de magia.

24 Setembro 2009

22 Setembro 2009

21 Setembro 2009

ver

(Cansei. Alguém me diz como reduzo o tamanho da janela?)


20 Setembro 2009

mpostores

Repito-me à beira de citar alguém quando reclamo dos emails disparatados que me invadem a caixa de correio. Recuso-me a abrir apresentações inúteis que só me fazem perder tempo - não percebo porque é que m'os reencaminham.
Pensava que por esta altura já todas as pessoas que por aqui andam sabem que ninguém recebe nada por abrir determinada mensagem; muito menos a UNICEF distribuiria água por cada clique. Olha quem. E há quem acredite nisto? Quem é que ainda não sabe que aquilo é uma cambada de sanguessugas que apenas querem enriquecer mais um pouco?
Se houvesse vontade política não haveria falta de água nem falhas na distribuição de comida. Poupem-me pelo menos a divulgação da crença de que vem aí uma marca de água que distribui umas gotinhas em África por meia dúzia de litros comprados.

18 Setembro 2009

bandonei
o teclado e o lápis.
Não é para sempre!, é enquanto me sabe bem.

17 Setembro 2009

uidado com a corrente de ar

Dizem que é para abrir as janelas e as portas, portanto em breve estaremos todos com valentes constipações e gripes de todas as estirpes, tantas quantas as letras do alfabeto e as mais estranhas combinações possíveis, incluindo H1N19, que eu própria inventei.
Repare-se nas janelas que devemos abrir:

Há alturas em que penso que errei na profissão. Devia ter seguindo a carreira empresarial e fundar mini-empresas sazonais. No ano passado dedicar-me-ia a fontes de alimentação para magalhães.
Agora, abria uma empresa que vendesse pozinhos de prlim-pim-pim para desinfectar as mãos antes de abrir a janela.
Alguém nos livra desta praga!?

14 Setembro 2009

13 Setembro 2009

ssado passado

Da cozinha do andar de baixo chega-me um forte cheiro a carne assada. Será por ser almoço de domingo e podia deixar-me saudades. Não deixa - nem dos meus domingos na minha ex-família nem dos domingos na casa dos meus pais com a família grande à mesa grande. Mas deixa dos domingos na casa dos meus avós e eu era pequena. O leitão assado era prato de domingo, mas qualquer que fosse o menu, molhava o pão no molho enquanto fervilhava no forno, no tacho, na panela e tenho saudades disso.

Nota: a vizinha deixou queimar o assado. Ou, como diria a minha avó, deixou entrar o bispo.

anos de azar

Hoje parti um espelho.
Talvez em 13 de setembro de 2016 a sorte mude.

10 Setembro 2009

i não, não é!

O, agora, Salvador é o meu mais recente protegido e foi resgatado de uma rua da praia da Barra, onde vagueava havia dias. Não interessam aqui mais pormenores sobre o assunto, apenas que fique registado o seu percurso efectuado em dois dias: Barra, Aveiro, Azeitão, Fundão, Guarda, onde encontrou residência fixa. Merece um post com foto como cão bonito que é.

09 Setembro 2009

ambém quero!


Poder-se-ia pensar que morar razoavelmente perto da praia era bom. A mim enerva-me. Passar todos os dias por aquelas pessoas metidas na água fresca enquanto eu vou trabalhar.
Não é justo.



Mas há os fim de tarde...



26 Agosto 2009